DA CMM AO SENADO

História de ex-vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) que saíram do legislativo municipal direto para o Senado Federal

PLÍNIO VALÉRIO

Defensor da recuperação da rodovia BR-319 e da Zona Franca de Manaus, como principal política econômica para a preservação da floresta no Amazonas, o ex-vereador e atual senador Plínio Valério, foi outro político amazonense que saiu direto do parlamento municipal para o cenário federal. O fato foi registrado em 2012.

Um ano depois, Plínio teve uma passagem de oito meses pela Câmara Federal como suplente, e foi eleito novamente vereador nas eleições municipais de 2016. Em 2018, venceu o pleito como um dos senadores do Amazonas, na primeira vaga, com 834.809 votos, concorrendo pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Plinio é jornalista e radialista, formado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Amazonense de Eirunepé, entrou na vida pública quando assumiu uma vaga de vereador em 2001, mandato exercido até 2004.

Retornou à Câmara de Manaus em 2013, onde permaneceu até 2016. Reeleito em 2017, exerceu o mandato até 2018, quando foi eleito senador.

JEFFERSON PERES

Dono da célebre frase “quem caminha com o povo, nunca estará sozinho”, Jefferson Peres foi um homem de opiniões fortes, contundentes, de fala mansa e equilibrada. O salto do político amazonense, da Câmara de Manaus para o Senado, ocorreu em 1995, após ele ter conquistado o respeito dos eleitores e dos colegas vereadores, inclusive, de adversários.

Jefferson era aquilo que se espera de um parlamentar, e conjugava verdade com moderação, como mostram os registros encontrados no Memorial.

Formado em Direito, pela então Universidade do Amazonas (UA), e em Administração, pela Fundação Getúlio Vargas, o parlamentar deu aulas de Economia, antes de entrar para o mundo da política. Participou, na década de 1950, da campanha “O petróleo é nosso”, e em 1988, foi eleito para o primeiro cargo público, como vereador em Manaus. Em seguida foi reeleito e cumpriu o segundo mandato até 1995, quando assumiu a cadeira no Senado.

FÁBIO LUCENA

Fábio Lucena atuou como bancário e jornalista e, a partir desta última profissão, entrou na política ao se eleger vereador de Manaus pelo MDB, em 1972 e 1976. No mesmo período, foi processado por fazer críticas rigorosas ao prefeito da época, Franklin Lima, e ao governador amazonense, João Andrade.

A tentativa de entrar para o Senado ocorreu por duas vezes. Na primeira, em 1978, Lucena foi derrotado pelo vice-governador, João Bosco Ramos de Lima (Arena). Quatro anos depois, foi eleito pelo PMDB. Foi reeleito em 1986, mas renunciou ao mandato. Morreu no ano seguinte, aos 46 anos.

Homem de imensa cultura, orador inspirado e inflamado, notável polemista, Fábio Lucena era um autodidata. Estou Direito e Economia, ambos na Universidade Federal do Amazonas, mas não os concluiu.

Licenciou-se, no início de sua jornada, do Banco do Brasil, de onde era empregado concursado, para exercer a atividade política